TECNICO

Star Schema ou One Big Table (OBT): qual usar no seu Data Warehouse?

O OBT elimina JOINs na consulta, mas não é um substituto do Star Schema. Entenda quando cada modelo faz sentido e por que a ferramenta de BI acaba reconstruindo fato e dimensão de qualquer forma.

O One Big Table (OBT), ou 'tabelão', é uma técnica de desnormalização que junta fato e dimensões em uma única tabela wide, eliminando JOINs no momento da consulta. É um assunto que gera bastante discussão na comunidade de dados, mas a recomendação padrão continua sendo o Star Schema (Kimball): o OBT é uma exceção pontual, avaliada em conjunto entre engenharia e análise de dados, e não um substituto.

Tecnicamente, a boa prática é sempre construir a OBT a partir de um Star Schema já validado — nunca direto do dado bruto — materializando o resultado do JOIN uma única vez, na escrita, em vez de pagar esse custo a cada leitura. Isso se encaixa naturalmente na arquitetura Medallion: o Star Schema vive na camada Silver, e a OBT, quando realmente necessária, é derivada dele na camada Gold.

O ponto mais importante, porém, é o que acontece na ferramenta de visualização: ao conectar uma OBT no Power BI, Tableau ou Metabase, o analista precisa reclassificar as colunas em métricas e atributos — ou seja, a ferramenta reconstrói um Star Schema conceitual por dentro, só que de forma implícita e sem a governança que o modelo original já oferecia. Por isso, na Maraca Hub, mantemos o Star Schema como padrão de projeto e tratamos o OBT como uma decisão de arquitetura, não como atalho de conveniência.

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